A transição energética na indústria é o processo estratégico de migração para fontes renováveis e eficiência operacional. O setor brasileiro lidera esse movimento com 48% de matriz limpa, priorizando a modernização de equipamentos e o uso do Mercado Livre de Energia para reduzir custos e cumprir metas de descarbonização.
Transição energética já saiu do discurso e ganhou chão de fábrica. Quer ver como isso aparece nos números — e no seu custo de energia?
Por que a indústria puxa a transição: consumo, renovabilidade e números do BEN
A indústria consome muita energia e os números provam isso. O setor é responsável por mais de 32% do consumo final no país. Quem aponta esse dado é o Balanço Energético Nacional (BEN). Por ser um grande consumidor, o setor industrial tem o poder de puxar a mudança. Quando as fábricas escolhem fontes limpas, todo o mercado sente a diferença e avança junto.
Mas temos um cenário muito positivo a nosso favor no Brasil. A nossa matriz energética é uma das mais renováveis do planeta. Cerca de 48% da energia usada na indústria nacional vem de fontes limpas. A média mundial é muito mais baixa que isso. Nós aproveitamos muito a biomassa da cana, o carvão vegetal e a força das hidrelétricas.
Isso coloca o produto brasileiro em uma posição de destaque. A transição energética aqui não é apenas um plano distante, ela já faz parte do dia a dia. As empresas usam essa base limpa para produzir com menos carbono. É uma vantagem clara que une economia de recursos e cuidado real com o meio ambiente.
O que cresce de fato: investimentos, inovação e metas de descarbonização (CNI/Nexus)
Os números não mentem: o setor industrial está colocando dinheiro na mesa para mudar. Uma pesquisa recente da CNI com o Instituto Nexus mostra isso claramente. O estudo revela que a maioria das empresas já tem uma estratégia pronta. O foco principal é a eficiência energética. Elas querem fazer mais produtos gastando bem menos energia na fábrica.
Mas onde esse dinheiro está sendo aplicado de verdade? A resposta está na troca de equipamentos. Máquinas velhas gastam muita luz e rendem pouco. Por isso, substituir por modelos novos e econômicos é a prioridade de 63% dos empresários. Além disso, a otimização de processos ganha força. As indústrias estão ajustando cada etapa da produção para evitar qualquer tipo de desperdício.
A inovação também aparece forte na mudança das fontes de energia. Quase metade das indústrias planeja migrar para fontes renováveis. Isso ajuda direto na descarbonização, que é a meta de reduzir a fumaça e o carbono. Não é só conversa, são ações reais. O setor entende que investir em tecnologia limpa garante o futuro do negócio.
Mercado Livre de Energia, gargalos tributários e outras ações de sustentabilidade
Uma estratégia que ganha cada vez mais força é o Mercado Livre de Energia. Nesse modelo, a empresa pode escolher o seu fornecedor livremente. Isso permite negociar preços melhores e optar por fontes limpas, como eólica ou solar. Quase metade das indústrias consultadas já usa essa liberdade para reduzir seus custos mensais.
Mas nem tudo é simples nesse caminho de mudança. O custo alto ainda é um grande problema para o empresário brasileiro. Os impostos pesados sobre máquinas e tecnologias verdes dificultam novos investimentos. A falta de financiamento barato também é uma barreira citada por muitos. Sem incentivos fiscais claros, a transição fica mais lenta do que poderia ser.
Além da energia, o setor foca em outras ações vitais de sustentabilidade. A economia circular já é realidade em muitas fábricas pelo país. Isso significa reaproveitar materiais e dar um destino correto para o lixo. O uso inteligente da água e a gestão de resíduos sólidos também são prioridades. Assim, a indústria cuida do meio ambiente de forma completa e responsável.
Última atualização em 2 de fevereiro de 2026
