Desvende os Segredos por Trás do Tempo de Ciclo e Transforme sua Produtividade com Estratégias que Potencializam Resultados em Cada Etapa!

What’s Controlling Your Cycle Time: Part 3

Quando falamos sobre o ciclo de produção na moldagem, estamos nos referindo ao tempo que leva para completar um ciclo de injeção de um molde, desde o fechamento até a abertura, incluindo a ejetação das peças. Muitas vezes, esse tempo poderia ser otimizado, aumentando a eficiência e, consequentemente, a lucratividade. Neste artigo, vamos explorar fatores que afetam o tempo de ciclo e discutir soluções práticas para melhorá-lo, com base em observações comuns na indústria de moldagem.

Ajuste do Curso de Abertura do Molde

Em muitos casos, a configuração inicial do molde não recebe a atenção necessária quando se trata de otimizar o tempo de ciclo. Um dos aspectos mais críticos é o curso de abertura do molde. Por exemplo, ao observar um molde com um curso de abertura excessivo, como um de 12 polegadas, percebemos que isso não é apenas desnecessário, mas também prejudicial. Assim, um molde com um curso de 3 polegadas poderia operar eficientemente com uma abertura entre 4 a 5 polegadas, economizando cerca de 1 segundo em cada ciclo.

Consideramos que, em um ciclo que leva 15 segundos, uma redução de 1 segundo representa uma economia de 7%, o que é uma melhoria significativa. Além disso, manter o molde mais próximo do mínimo necessário não apenas reduz o tempo de ciclo, mas também prolonga a vida útil do equipamento devido a menos desgaste e menores custos de energia. Portanto, verifique sempre essas configurações no design do molde.

Evitando Movimentos Desnecessários de Ejeção

Outro hábito comum que precisamos discutir é a utilização de múltiplas atuações de ejeção. Muitos operadores realizam uma segunda ou até terceira ejeção como uma espécie de “política de seguro”, o que pode ser contraproducente. Esse movimento adicional não só não é necessário, mas aumenta o desgaste do sistema de ejeção e pode encurtar a vida útil do molde, especialmente se os componentes do sistema estiverem expostos a forças desnecessárias.

A solução é simples: se o molde ejecta as peças adequadamente na primeira tentativa, não há necessidade de um segundo movimento. Em vez de realizar ejeções adicionais, concentre-se em ajustar as configurações do molde para que a ejeção ocorra com eficiência desde o início. Alinhar as pressões de fechamento do molde e evitar movimentos desnecessários também pode otimizar o tempo de ciclo.

Ajuste do Curso de Ejeção

Uma questão muitas vezes negligenciada é o curso de ejeção da máquina. É fundamental verificar a adequação do curso antes de instalar o molde na prensa. Um curso de ejeção insuficiente pode ser corrigido de duas maneiras: usando uma prensa maior ou instalando dispositivos que permitem que a placa de ejeção avance totalmente durante o movimento de abertura do molde. A primeira opção, embora funcional, pode aumentar significativamente os custos. Portanto, é preferível procurar soluções que não dependam de novas máquinas para otimizar processos.

Se não houver espaço para instalar dispositivos dentro do molde, existem várias opções externas, como correntes de rolete ou cintas de tempo que ajustem o movimento. Um bom exemplo é o uso de cilindros hidráulicos que podem avançar e retrair conforme necessário. Esse tipo de solução pode reduzir o tempo de inatividade e aumentar a eficiência do ciclo.

Evitar o Borbulhar de Peças

Quando as peças começam a grudar nos pinos de ejeção ou em outros componentes do molde, é crucial identificar a causa. Os erros de design do molde são uma fonte comum de grude, especialmente na fase inicial da produção. É vital que os pinos de ejeção sejam posicionados corretamente para evitar o máximo de contato possível e permitir a queda livre das peças após a injeção.

Além disso, a utilização de pinos envolventes ou aqueles em ângulos errados que possam causar o “golpe de pinça” em componentes delicados pode ser evitada ao repensar a colocação desses componentes. Idealmente, um pino sempre deve estar posicionado de maneira a facilitar a queda das peças sem resistência. Para resolver esse problema, sempre que possível, posicione os pinos de maneira a evitar que eles entrem em contato direto com os componentes que estão sendo moldados.

Estabilização das Peças Durante a Ejeção

Particularmente em moldes que utilizam sistemas de pinos opostos, é essencial manter a peça centralizada. Dispositivos como pinos truncados ou de ponta podem ajudar a estabilizar a peça enquanto os pinos estão em ação. Isso é especialmente útil em moldes com complicações de geometria, onde a parte pode estar inclinado a travar-se entre componentes. O uso dos pinos que ajudam na centralização é um passo importante para reduzir o movimento desnecessário ou a pressão colocada na peça durante a ejeção.

O que muitas vezes se vê no setor é uma dependência de sistemas que empurram com grande força quando as peças ficam presas. No entanto, para evitar esses problemas, soluções menos agressivas, como a “retração atrasada” dos pinos poderiam garantir que os pinos trabalhem em conjunto para descolar as partes antes que sejam finalmente retiradas do molde.

Conclusão: otimizando o tempo de ciclo

Reduzir o tempo de ciclo não deve ser encarado apenas como uma questão técnica, mas uma estratégia integral para aumentar a eficiência do processo de moldagem. As técnicas mencionadas aqui — otimização do curso de abertura do molde, evitando múltiplos movimentos desnecessários de ejeção e melhor gerenciamento do curso de ejeção — podem significar a diferença entre uma operação eficiente e uma que está presa em ciclos longos e ineficientes.

Como indústria, devemos sempre buscar formas de nos aprimorar. Isso não apenas melhora nossos resultados financeiros, mas também nos permite oferecer produtos de qualidade superior. Se houver dúvidas sobre os métodos discutidos ou se você deseja explorar mais a fundo as soluções para o seu processo de moldagem, não hesite em entrar em contato com um especialista na área. O próximo artigo dará continuidade a esse assunto abordando mais estratégias para melhorar o ciclo de moldagem.

Sobre o Autor: Jim Fattori é um moldador de terceira geração, com mais de 40 anos de experiência em engenharia e gerenciamento de projetos. Fundador da Injection Mold Consulting LLC na Pensilvânia, Jim traz um profundo conhecimento sobre as melhores práticas na indústria de moldagem. Contato: jim@injectionmoldconsulting.com

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Última atualização em 4 de abril de 2025

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