A MCassab Nutrição e Saúde Animal (NSA) anunciou a chegada de Victor Sales para o cargo de gerente de produto. O executivo ficará responsável pela área de enzimas e pelo pipeline de inovação da unidade de negócios, com a missão de integrar desenvolvimento de novas soluções e aprimoramento do portfólio atual. No organograma, ele responderá diretamente a Cassiano Martinho Ferreira, gerente de marketing estratégico e serviços técnicos.
Quem é Victor Sales: formação e trajetória
Formado em Zootecnia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Victor Sales construiu carreira acadêmica com foco em monogástricos, tema central para a indústria de nutrição animal no Brasil. É mestre em Zootecnia e doutor em Produção e Nutrição de Monogástricos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), com período de pesquisa na University of Illinois at Urbana-Champaign, nos Estados Unidos. A combinação entre formação técnica e vivência em centros de pesquisa reconhecidos dá base para decisões de produto ancoradas em metodologia, estatística experimental e entendimento prático de desempenho zootécnico.
No setor privado, acumulou mais de uma década em funções técnicas e de gestão. Atuou como consultor técnico regional na Cargill, com rotinas que envolveram análise de dados, modelagem de desempenho, formulação de rações para frangos de corte e matrizes, desenvolvimento de produtos e serviços, realização de treinamentos e suporte a clientes em campo. Posteriormente, assumiu coordenação de portfólio de enzimas para a América do Sul, liderando frentes de testes, introdução de tecnologias e padronização de materiais técnicos. Essa experiência regional tende a ser aplicada agora em uma estrutura com atuação multiespécies e presença em diferentes canais.
O escopo do novo cargo e como a área se organiza
Como gerente de produto, Victor será o ponto de convergência entre P&D, marketing, comercial, qualidade e operações. O escopo abrange desde a definição de requisitos técnicos das soluções em desenvolvimento até a construção de dossiês, protocolos de teste, posicionamento técnico e materiais de suporte à equipe de vendas. A governança do pipeline envolve priorizar projetos com base em potencial de ganho zootécnico, viabilidade industrial, alinhamento regulatório e retorno econômico. Nessa dinâmica, o reporte direto a Cassiano Martinho Ferreira facilita decisões integradas, com leitura simultânea de tendências de mercado e necessidades dos clientes.
A rotina inclui revisar premissas de formulação, estabelecer indicadores de sucesso por espécie e sistema de produção, planejar provas de conceito, conduzir pilotos em clientes e preparar lançamentos com metas bem definidas. Em paralelo, há a frente de otimização do portfólio atual, que exige avaliação contínua de desempenho, aderência às recomendações de uso e atualização de materiais técnicos. O objetivo é garantir que cada produto tenha proposta de valor clara, especificações transparentes e suporte robusto em campo.
Enzimas na nutrição animal: fundamentos e aplicações práticas
Enzimas são ferramentas tecnológicas que atuam sobre frações específicas dos ingredientes da ração para melhorar a disponibilidade de nutrientes. Em monogástricos, aplicações clássicas incluem fitases, xilanases, beta-glucanases e proteases. Em termos práticos, isso se traduz em dietas mais eficientes, com melhor aproveitamento de fósforo, energia e aminoácidos, o que impacta peso vivo, conversão alimentar e uniformidade de lotes. O ajuste fino depende de espécie, idade, composição da dieta e objetivo do produtor, por isso a recomendação técnica precisa considerar o cenário de uso e a interação entre ingredientes, especialmente quando há variações de qualidade de farelos, milho e subprodutos.
Na avicultura, a fitase é frequentemente utilizada para liberar fósforo ligado ao fitato, reduzindo a necessidade de fontes inorgânicas na formulação. Xilanases e beta-glucanases ajudam a reduzir efeitos antinutricionais de componentes da parede celular em cereais, melhorando a digestibilidade da energia. A protease, por sua vez, pode contribuir para melhor aproveitamento de proteína em cenários de custos elevados de farelos proteicos ou quando se busca flexibilidade na inclusão de ingredientes alternativos. Em suínos, abordagens semelhantes ganham relevância em fases iniciais, quando o sistema digestivo é mais sensível. Em aquacultura e petfood, o desenho da solução exige olhar para ingredientes específicos, como farinhas, concentrados proteicos e carboidratos de diferentes origens.
Do laboratório ao campo: como funciona um pipeline de inovação
Um pipeline de inovação em aditivos e especialidades para nutrição animal costuma seguir etapas claras. Primeiro, a triagem técnica define quais enzimas e combinações têm racional bioquímico e potencial de entrega de resultados na matriz de ingredientes do mercado-alvo. Depois, vêm os ensaios de bancada e digestibilidade in vitro, para mensurar atividade e estabilidade frente a variáveis como pH e temperatura. Em seguida, modelos in vivo controlados permitem estimar resposta biológica sob protocolos padronizados, reduzindo ruído experimental e oferecendo estimativas confiáveis de efeito em desempenho, carcaça e qualidade de fezes. Só então se avança para testes em escala comercial, quando se avaliam métricas de lote, variações entre galpões e consistência em diferentes unidades produtivas.
A transição para lançamento demanda dossiê técnico estruturado, materiais de campo, treinamentos e definição de diretrizes de uso. Em enzimas, parâmetros críticos incluem a atividade por unidade de dose, a compatibilidade com processos térmicos de peletização, a estabilidade na armazenagem e a interação com outras tecnologias do programa nutricional. O sucesso de um lançamento também depende da capacidade de comunicar limites de uso e expectativas realistas de ganho, ponto em que a experiência de Victor com análise de dados e desenho de protocolos tende a acelerar a adoção na base de clientes.
Métricas que orientam decisões: do P&D à rentabilidade no cliente
Para guiar priorização no pipeline, é comum estruturar indicadores em quatro blocos: desempenho zootécnico, eficiência de formulação, viabilidade industrial e tração comercial. No desempenho, ganham destaque peso vivo, ganho médio diário, conversão alimentar, viabilidade e uniformidade. Na formulação, o foco recai em energia metabolizável, digestibilidade de aminoácidos e fósforo disponível, traduzidos em matrizes de desconto que permitem comparar cenários com e sem enzima. Na viabilidade industrial, analisam-se estabilidade térmica, compatibilidade com premixes e facilidade de dosagem, fatores que influenciam perdas e retrabalho. Por fim, tração comercial considera feedback de campo, taxa de recompra e amplitude de uso em diferentes perfis de cliente.
Ao transformar dados em decisão, a área de produto precisa oferecer ferramentas simples para a ponta. Calculadoras de matriz nutricional, planilhas de sensibilidade a preços de ingredientes e modelos de payback por lote ajudam a demonstrar impacto econômico. Além disso, relatórios de performance com corte por fase de criação e por formulação permitem refinar recomendações. Essa disciplina torna os resultados mais previsíveis e reduz a variabilidade entre lotes, aspecto valorizado por integradores e fábricas de ração que buscam padronização de processos e previsibilidade de custos.
Interação com clientes e times: do suporte técnico ao treinamento
Em soluções de alto conteúdo técnico, a experiência do cliente depende de um ciclo de suporte bem definido. O gerente de produto atua na preparação de guias de aplicação por espécie, na elaboração de respostas a perguntas frequentes e na construção de materiais de treinamento para equipes comerciais e técnicas. Em visitas a campo, participa de reuniões de diagnóstico, revisa indicadores e propõe testes com desenho estatístico apropriado. Essa rotina ajuda a alinhar expectativas e a acelerar a curva de aprendizado, especialmente quando há substituição de ingredientes, alterações de densidade energética da ração ou mudanças na estratégia de abate.
No relacionamento com fábricas de ração e integradores, a agenda envolve desde a validação de pontos críticos de controle na dosagem das enzimas até o acompanhamento de estabilidade em linha. Checklists de recebimento, rastreabilidade por lote e conferência de atividade enzimática em amostras reforçam a segurança de uso. Simultaneamente, o diálogo com a área de compras precisa traduzir o efeito técnico em números, para que a escolha de produto considere tanto o preço por unidade quanto a entrega de valor por tonelada de ração finalizada. Essa abordagem tende a reduzir dúvidas e a facilitar a padronização de práticas entre unidades.
Pontos de atenção ao usar enzimas nas formulações
A adoção de enzimas exige observação de detalhes que fazem diferença no resultado. Um primeiro aspecto é a matriz nutricional adotada: descontos de energia, fósforo e aminoácidos precisam refletir a atividade da enzima e a composição real dos ingredientes. Matrizes superestimadas podem levar a suboferta de nutrientes; subestimadas, a não capturar todo o benefício econômico. Outro ponto é o processo térmico: temperaturas de peletização e tempo de retenção impactam a atividade residual, o que demanda especificações claras e, quando necessário, estratégias como proteção ou aplicação pós-pellet. Por fim, a compatibilidade com ácidos orgânicos, anticoccidianos e outros aditivos deve ser analisada caso a caso, evitando antagonismos.
Na rotina da fábrica, boas práticas ajudam a manter consistência. Entre elas, armazenar produtos dentro da faixa recomendada de temperatura, controlar umidade, seguir FIFO, calibrar dosadores e conferir códigos de lote e validade. Em auditorias internas, é útil verificar a homogeneidade de mistura, checar pontos de segregação e confirmar que o ponto de aplicação da enzima no processo está de acordo com as orientações do fabricante. Tudo isso reduz variações, garante repetibilidade entre lotes e facilita a interpretação dos resultados quando se comparam períodos com e sem a tecnologia.
- Definir matrizes nutricionais realistas e revisá-las a cada safra de ingredientes.
- Monitorar temperatura e tempo de retenção na peletização para preservar atividade.
- Padronizar dosagem e conferir homogeneidade de mistura com amostragem periódica.
- Registrar resultados por lote e analisar desvios com suporte do time técnico.
Integração com P&D e universidades: como a evidência chega ao campo
A formação de Victor em instituições como Ufal e UFV e a passagem pela University of Illinois indicam familiaridade com desenho experimental, algo essencial na validação de tecnologias nutricionais. Na prática, a área de produto utiliza esse repertório para estruturar parcerias com centros de pesquisa e núcleos experimentais privados. O objetivo é conciliar rigor metodológico com perguntas aplicadas, como impacto da enzima em dietas com diferentes níveis de inclusão de subprodutos, efeito por fase de criação e resposta em diferentes linhagens genéticas. O uso de modelos estatísticos adequados e planos de amostragem consistentes sustenta relatórios que a equipe de campo consegue traduzir em recomendação objetiva.
Da bancada ao aviário, há um caminho que pede documentação clara. Protocolos padronizados, termos de referência para testes, definição de metas e critérios de sucesso fazem parte desse pacote. Em seguida, materiais de divulgação técnica, como white papers, fichas de aplicação e guias de perguntas frequentes, auxiliam a replicabilidade. Em um setor com margens apertadas e forte competição, a capacidade de demonstrar efeito com números e de orientar a implementação em diferentes realidades regionais costuma ser um diferencial de adoção.
Regulação e rotulagem: o que as equipes precisam observar
Produtos destinados à alimentação animal no Brasil seguem regras específicas e passam por registros e controles definidos pelas autoridades competentes. Na rotina de um gerente de produto, isso implica preparar dossiês com composição, modo de uso, recomendações por espécie, estudos de apoio e informações de qualidade. Também é necessário alinhar rotulagem e materiais comerciais às indicações aprovadas, garantindo que o que se comunica ao mercado esteja em conformidade com o que foi submetido e deferido. Esse cuidado evita ruídos e dá previsibilidade à área comercial, que trabalha com argumentos validados e consistentes com o posicionamento técnico.
Além do registro, há a agenda de qualidade, que envolve qualificação de fornecedores, rastreabilidade, padrões de recebimento e auditorias. Em enzimas, especificações de atividade por grama, umidade, tamanho de partícula e estabilidade são pontos críticos monitorados. A documentação de cada lote e a manutenção de amostras-retém facilitam investigações em caso de desvios e fortalecem a confiança do cliente. Em um portfólio com atuação multiespécies, padronizar esses processos reduz variações regionais e melhora a experiência do mercado com a tecnologia.
Cenários de aplicação: exemplos práticos por espécie
Na avicultura de corte, um cenário comum é a busca por conversão alimentar mais ajustada em fases de crescimento. Ao introduzir uma combinação de fitase e xilanase, a equipe técnica pode propor matrizes de desconto em fósforo e energia, mantendo níveis de aminoácidos essenciais por fase. O acompanhamento considera ganho médio diário, conversão e uniformidade, além de observações de cama e consumo. Em matrizes pesadas, a atenção recai sobre persistência de postura e qualidade de casca, ajustando recomendações para fases de produção e calibrando a estratégia conforme o histórico do plantel e a variabilidade dos ingredientes.
Em suínos, a aplicação de protease em dietas com maior diversidade de ingredientes pode contribuir para melhor aproveitamento proteico, especialmente em fases iniciais e de creche. A análise considera ganho, conversão, consumo e incidência de diarreia pós-desmame, com desenho experimental que reduza interferências. Em aquacultura, a diversidade de espécies e sistemas pede estudos específicos para cada programa nutricional, avaliando digestibilidade aparente, estabilidade em água e resposta em peso e conversão. Já em petfood, as necessidades de palatabilidade e digestibilidade pedem ensaios e critérios propios de avaliação, com protocolos adaptados ao segmento.
Materiais técnicos e ferramentas que apoiam a decisão do cliente
Para que a adoção progrida de forma consistente, a área de produto costuma disponibilizar um conjunto de ferramentas simples de usar. Entre elas, calculadoras de matriz que convertem atividade enzimática em descontos nutricionais, planilhas de sensibilidade que simulam diferentes preços de milho e farelos, guias de aplicação por espécie e checklists de auditoria de processo. Esses materiais ajudam o nutricionista a tomar decisões informadas e padronizam a implementação em diferentes fábricas e integrações. Na prática, reduzem o tempo entre a primeira avaliação e a consolidação do uso na rotina.
Outro elemento importante é a tradução de resultados em linguagem executiva. Relatórios com sumário visual, gráficos de tendência e indicadores econômicos por lote facilitam a conversa com gestores industriais e financeiros. Quando apropriado, estudos de caso mostram como a tecnologia se comportou em ambientes distintos, destacando condições de uso e parâmetros de controle. Essa curadoria técnica gera confiança, pois evidencia tanto o potencial de ganho quanto os limites de aplicação, evitando promessas que não se sustentam em campo.
Perfil do Grupo MCassab e da unidade de Nutrição e Saúde Animal
O Grupo MCassab é uma organização de origem familiar fundada em 1928 e que, ao longo das décadas, estruturou uma gestão profissional e presença nacional. A companhia mantém sede em São Paulo (SP) e opera em grandes capitais brasileiras, além de escritórios em países da América do Sul e em polos estratégicos de outros continentes. A unidade de Nutrição e Saúde Animal figura entre as maiores do país, atuando com especialidades e ingredientes para diversos segmentos, como avicultura, suinocultura, bovinocultura de corte e leite, aquacultura e petfood. A operação inclui negócios complementares, como a atuação em pescados, e amplia o alcance na cadeia de valor por meio de parcerias e distribuição técnica.
Além do braço dedicado a nutrição animal, o grupo opera uma divisão de Distribuição que atende diferentes indústrias com matérias-primas para cosméticos, limpeza, farmacêutica, veterinária, química e agrícola, entre outras frentes. Há também a NUTROR, voltada a pré-misturas customizadas para alimentos, bebidas, suplementos e nutrição clínica. Esse conjunto de negócios forma uma plataforma que combina capilaridade logística, relacionamento com fornecedores globais e expertise técnica, criando condições para introduzir tecnologias e assegurar suporte ao cliente final em diferentes mercados.
O que muda para clientes e parceiros com a chegada de Victor Sales
Com a nomeação de Victor, a área de produto de enzimas tende a ganhar cadência no ciclo de testes e lançamentos e a intensificar iniciativas de padronização técnica. Clientes devem perceber maior disponibilidade de materiais aplicados por espécie, aprofundamento no suporte a formulação e ampliação de ferramentas de tomada de decisão. A integração com marketing estratégico e serviços técnicos permite acelerar o fluxo entre geração de evidência, posicionamento e execução em campo, reduzindo o tempo para que melhorias de portfólio cheguem à rotina de fábricas e granjas.
Em comunicações internas, a ênfase recai no compromisso com excelência operacional e no reforço a treinamentos de equipes. Na prática, isso significa agendas dedicadas a capacitação, revisão de processos de auditoria de dosagem e acompanhamento mais frequente de indicadores de sucesso por cliente. O objetivo é que cada implantação venha acompanhada de metas claras, suporte técnico tempestivo e mecanismos de feedback, de modo que ajustes sejam feitos com agilidade e baseados em dados.
Perguntas frequentes sobre enzimas e gestão de produto
Como saber se a matriz nutricional adotada está adequada? Uma forma prática é comparar lotes com e sem a tecnologia sob condições semelhantes, acompanhando conversão, ganho e custo por tonelada. Se os resultados se mantêm consistentes e os indicadores econômicos melhoram, a matriz está no caminho correto. Caso haja oscilações, o ajuste fino pode envolver reduzir ou ampliar descontos, rever a qualidade de ingredientes e checar o processo térmico.
Qual a melhor hora para testar uma nova enzima? Períodos com estabilidade de ingredientes e processos facilitam a leitura de resultados. Em geral, recomenda-se iniciar com delineamento que permita comparação direta, definir previamente os indicadores-chave e manter registros detalhados. A partir das primeiras evidências, amplia-se gradualmente a aplicação, sempre acompanhando a consistência dos ganhos ao longo do tempo.
Treinamento, documentação e padronização: pilares da adoção consistente
Tecnologias de aditivos exigem disciplina operacional. Por isso, a área de produto costuma liderar programas de treinamento recorrentes para equipes de fábrica, nutrição e campo. Esses encontros cobrem fundamentos de atividade enzimática, boas práticas de armazenamento e dosagem, leitura de relatórios e interpretação de desvios. Materiais visuais, como fluxos de processo e checklists de auditoria, ajudam a fixar procedimentos e a reduzir variações entre turnos e unidades.
A documentação também é central. Fichas técnicas, especificações de produto, guias de aplicação e relatórios de validação compõem um repositório que precisa estar atualizado e fácil de acessar. Em projetos com clientes-chave, atas de reuniões, planos de ação e cronogramas padronizados mantêm clareza de responsabilidades e prazos. Essa organização encurta o ciclo de aprendizagem, melhora a previsibilidade das entregas e fortalece a confiança na tecnologia no médio prazo.
O papel do marketing estratégico e dos serviços técnicos na entrega de valor
Na estrutura anunciada, o reporte a marketing estratégico e serviços técnicos conecta o desenvolvimento de produto à leitura contínua do mercado. A partir desse alinhamento, é possível identificar lacunas de portfólio, priorizar segmentos com maior potencial de captura de valor e ajustar mensagens técnicas para diferentes públicos, do nutricionista ao gestor industrial. O mesmo arranjo facilita a organização de roadshows, eventos técnicos e comitês de clientes, que funcionam como fóruns de troca de experiências e coleta de insights para a próxima rodada de melhorias.
Serviços técnicos, por sua vez, operam como extensão da área de produto no campo. São eles que acompanham a execução dos protocolos, coletam dados, treinam equipes e trazem feedback estruturado. Ao integrar essas informações em ciclos regulares de revisão, o gerente de produto consegue ajustar recomendações, aprimorar materiais e atualizar prioridades do pipeline. Esse fluxo contínuo sustenta a proposta de valor da unidade e melhora a experiência do cliente em todas as etapas, do primeiro teste ao uso rotineiro.
Perspectivas de trabalho imediato e próximos passos internos
No curto prazo, a agenda de Victor tende a combinar imersão no portfólio atual, mapeamento de oportunidades em cada espécie e calendário de testes com clientes estratégicos. Essa etapa inclui revisar materiais existentes, atualizar guias de aplicação e alinhar as equipes sobre prioridades por trimestre. Paralelamente, o time deve avançar em análises comparativas entre fornecedores e lotes, garantindo padronização de especificações e reforço das rotinas de controle em fábrica.
Ao mesmo tempo, a construção de novos projetos no pipeline passa por definir critérios de entrada, marcos de validação e metas de entrega. Com papéis claros e indicadores compartilhados, a expectativa é acelerar a transição de soluções promissoras do ambiente de teste para a adoção em escala, sempre com suporte técnico próximo e documentação completa. O movimento consolida o foco em excelência citado pela liderança e reforça o posicionamento da unidade em especialidades para a cadeia de proteína animal.
Última atualização em 30 de agosto de 2025