OMS Animal estabelece padrão internacional que garante vacinas contra PSA mais seguras e eficazes para a saúde animal.

OMS Animal estabelece padrão internacional que garante vacinas contra PSA mais seguras e eficazes para a saúde animal.

Organização Mundial da Saúde Animal adota primeiro padrão internacional para avaliação de vacinas contra PSA

A Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH) anunciou uma medida histórica ao aprovar o primeiro padrão internacional para a avaliação de vacinas contra a Peste Suína Africana (PSA). Essa decisão, que ocorreu durante a 92ª Sessão Geral da WOAH em Paris, cria um ponto de referência compartilhado para que os países determinem a segurança e a prontidão das vacinas para uso. Essa ação é um passo fundamental para preencher uma lacuna existente na abordagem unificada para a análise de vacinas contra essa doença devastadora.

Gregorio Torres, chefe do departamento científico da WOAH, destacou a importância dessa estrutura, afirmando que se trata de um “elemento crucial” para as autoridades regulatórias, tanto globais quanto nacionais. A criação de um padrão estabelecido permitirá que as nações se unam em um esforço coordenado para combater a PSA, que é uma doença viral altamente contagiosa e fatal para os suínos, sem tratamento ou vacina comercial aprovada atualmente disponível.

Impacto da Peste Suína Africana na Indústria de Suínos

A PSA continua a ser uma ameaça significativa à indústria de suínos em todo o mundo, com o vírus circulando em diversas regiões. Segundo o relatório da WOAH intitulado “O Estado da Saúde Animal Mundial 2025”, quase um terço das notificações de surtos em 2023 foram atribuídas à PSA, afetando mais de 50 países ao longo de 2024. Um exemplo alarmante é o da República Dominicana, que, em um único ano, perdeu mais de 90.000 suínos devido ao vírus. Entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2025, as perdas globais de suínos ultrapassaram 2 milhões.

Além de causar perdas diretas em suínos, a PSA também impacta a segurança alimentar e a economia. A carne suína representa 31% da ingestão global de proteínas, tornando-a um componente crítico na dieta de muitas populações. Em muitos países de baixa e média renda, os suínos são uma fonte vital de sustento e renda para pequenos agricultores. Portanto, a necessidade de soluções eficazes para controlar a PSA se torna ainda mais evidente.

A importância da Validação das Vacinas

Gregorio Torres ressaltou a urgência de uma “estrutura de validação” para assegurar que as vacinas administradas sejam seguras e eficazes, evitando danos que possam ser superiores aos causados pela própria doença. Isso implica que as vacinas não só precisam ser investigadas em termos de eficácia, mas também devem passar por rigorosos testes de segurança antes de serem utilizadas em grandes populações de suínos.

A ausência de um padrão internacional levou muitos países a hesitarem em desenvolver e aprovar vacinas sem orientações claras. O novo padrão adotado pela WOAH tem o potencial de acelerar o avanço de vacinas, promovendo maior confiança entre os reguladores e os produtores, o que é crucial em tempos de surtos e crises sanitárias.

Considerações Práticas para Implementação de Vacinas

A WOAH enfatiza que a vacinação não será uma solução única para todos os contextos. Antes de implementar uma campanha de vacinação contra a PSA, é necessário um estudo detalhado das condições locais, incluindo a infraestrutura veterinária disponível e o risco de surtos. Monserrat Arroyo, vice-diretora geral da WOAH, destacou que uma campanha de vacinação deve ser cuidadosamente planejada para ser bem-sucedida.

Além disso, Os países devem ser capacitados para desenvolver essa infraestrutura de vacinação, o que pode incluir treinamento em técnicas de manejo animal, monitoramento de saúde e análise de custo-benefício. Sem esse nível de preparação e suporte, as campanhas de vacinação podem falhar, levando à perpetuação do problema da PSA.

Holística no Combate à Peste Suína Africana

Embora a vacinação seja uma parte crucial da estratégia de controle da PSA, a WOAH alerta que não é a única medida necessária. Um controle mais abrangente inclui vigilância ativa, controle de movimentação animal e a implementação de rigorosas medidas de biossegurança. Essas práticas são essenciais para minimizar o risco de novas infecções e surtos.

Os produtores e autoridades locais precisam trabalhar em conjunto, desenvolvendo protocolos de biossegurança que ajudem a proteger as populações de suínos de contaminações e surtos. Isso exige não apenas uma compreensão dos fatores de risco, mas também um compromisso em seguir diretrizes que protejam a saúde animal e a produtividade do setor.

Futuras Perspectivas

A adoção do padrão internacional para a avaliação de vacinas contra a PSA representa um avanço significativo na luta contra essa doença devastadora. Com um protocolo claro e acordado, os países podem colaborar de forma mais eficaz, potencialmente reduzindo os surtos de PSA em suas regiões e protegendo a indústria suína como um todo.

À medida que mais dados e resultados de vacinas se tornem disponíveis, a compreensão sobre como melhor implementar e monitorar essas vacinas também se expandirá. O futuro da saúde animal poderá depender não apenas da invenção de novas vacinas, mas da implementação bem-sucedida das existentes, em combinação com estratégias abrangentes de controle e prevenção.





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Última atualização em 15 de julho de 2025

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