Revisão tarifária vai retirar custos indevidos de gasodutos, diz Abegás.

Revisão tarifária vai retirar custos indevidos de gasodutos, diz Abegás.

Abegás Defende Revisão Tarifária Integral para Expurgar Custos Indevidos dos Gasodutos

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) está pressionando por uma revisão tarifária abrangente das transportadoras de gás natural. A entidade argumenta que essa revisão é crucial para eliminar custos considerados indevidos que atualmente impactam as tarifas pagas pelos consumidores. A Abegás acredita que a análise minuciosa da Base Regulatória de Ativos (BRA) das principais transportadoras, como a Transportadora Associada de Gás (TAG) e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), é fundamental para garantir preços justos e transparentes.

A reivindicação da Abegás surge em um momento crítico, com a proximidade do vencimento de importantes contratos legados. A associação busca garantir que a revisão tarifária não se limite aos contratos que expiram este ano, mas que abranja toda a base de ativos das transportadoras. Essa abordagem integral, segundo a Abegás, é a chave para identificar e corrigir distorções que afetam o custo final do gás natural para os usuários.

O Que São Contratos Legados e Por Que Eles Importam?

Os contratos legados são acordos estabelecidos pela Petrobras antes da implementação do modelo de contratação de entrada e saída. Atualmente, eles servem como base para a remuneração das transportadoras de gás natural. Esses contratos, em sua maioria, não foram submetidos a revisões tarifárias detalhadas sob os critérios regulatórios da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que levanta preocupações sobre a transparência e a adequação de seus custos.

O vencimento dos contratos legados oferece uma oportunidade única para reavaliar a estrutura de custos das transportadoras e garantir que as tarifas reflitam os valores de mercado e as práticas regulatórias modernas. A Abegás argumenta que a revisão integral da Base Regulatória de Ativos (BRA) é essencial para evitar que custos inflacionados ou investimentos não realizados continuem a impactar as tarifas pagas pelos consumidores.

Disputa Sobre o Escopo da Revisão: Abegás x Transportadoras

Enquanto a Abegás defende uma revisão completa da Base Regulatória de Ativos (BRA) da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), as transportadoras preferem uma abordagem mais gradual. Elas propõem que a revisão da base de ativos ocorra à medida que os contratos legados forem vencendo. Essa abordagem gradual, segundo as transportadoras, permitiria uma transição mais suave e evitaria interrupções no fornecimento de gás natural.

A Abegás, no entanto, argumenta que essa abordagem gradual prolongaria a existência de custos indevidos nas tarifas, prejudicando os consumidores e a competitividade da indústria. A associação defende que uma revisão integral imediata é crucial para garantir a transparência e a justiça nos preços do gás natural.

Alegações da Abegás Sobre a Inflação da Base de Ativos

A Abegás sustenta que as tarifas dos contratos legados não foram estabelecidas com base em revisões tarifárias rigorosas, seguindo os critérios da regulação da ANP ou as melhores práticas regulatórias internacionais. A associação alega que a base de ativos das transportadoras está inflacionada de forma indevida, resultando em tarifas mais altas para os consumidores.

Para embasar suas alegações, a Abegás aponta para o fato de que as planilhas dos contratos legados, disponibilizadas pela ANP em março, contêm investimentos previstos que nem sempre foram realizados. Além disso, a associação argumenta que alguns ativos considerados na origem das receitas das transportadoras, nos contratos legados, não fazem mais parte do conjunto de ativos das empresas. Por fim, a Abegás questiona as taxas de retorno dos investimentos indicadas nos fluxos de caixa, argumentando que elas são superiores às taxas vigentes na época da celebração dos contratos.

Transparência Tarifária: O Argumento Central da Abegás

A Abegás enfatiza que a revisão integral da base de ativos das transportadoras é fundamental para garantir a transparência na composição das tarifas de gás natural. A associação argumenta que a falta de clareza nos custos que compõem as tarifas dificulta a fiscalização e impede que os consumidores e a indústria avaliem se os preços praticados são justos e razoáveis.

Ao revisar integralmente a receita das transportadoras, seria possível alinhar a taxa de remuneração de capital com as diretrizes estabelecidas pela ANP, garantindo que as tarifas reflitam os custos reais e eficientes da prestação do serviço de transporte de gás natural. A Abegás acredita que essa transparência tarifária é essencial para promover a confiança no mercado de gás e atrair novos investimentos para o setor.

Impacto da Revisão Tarifária nos Consumidores e na Indústria

A revisão tarifária dos gasodutos de transporte tem o potencial de gerar um impacto significativo nos consumidores e na indústria. Se a Abegás obtiver sucesso em sua demanda por uma revisão integral e conseguir “expurgar custos indevidos”, as tarifas de gás natural poderão ser reduzidas, beneficiando os consumidores residenciais, comerciais e industriais.

Uma redução nas tarifas de gás natural poderia impulsionar a competitividade da indústria brasileira, especialmente nos setores que utilizam o gás como matéria-prima ou fonte de energia. Além disso, tarifas mais justas e transparentes poderiam atrair novos investimentos para o setor de gás natural, contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura e a expansão da oferta.





Última atualização em 15 de julho de 2025

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